Ah, pessoal! Ninguém quer pensar em acidentes de viação, não é mesmo? Mas, infelizmente, eles acontecem e, quando nos apanham desprevenidos, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a nossa saúde e, claro, os custos.
Lembro-me de uma vez, um amigo meu teve um pequeno percalço no trânsito e, mesmo sendo algo “simples”, a papelada e a preocupação com os tratamentos de recuperação foram um pesadelo.
É nessa hora que a gente se pergunta: quem paga a conta daquele internamento mais prolongado para fisioterapia ou de uma clínica de reabilitação especializada?
A boa notícia é que, geralmente, o seguro automóvel cobre estas despesas essenciais para a sua recuperação, mas navegar por este processo pode ser um verdadeiro desafio.
Por isso, respire fundo! Se você, ou alguém que conhece, está a passar por isto e precisa entender melhor sobre os custos de internamento e de tratamentos pós-acidente, especialmente em clínicas focadas na sua recuperação total, está no sítio certo.
Prepare-se para desvendar todos os segredos e garantir que os seus direitos são protegidos. Abaixo, vamos desmistificar tudo e descobrir como você pode gerir estas situações sem dores de cabeça financeiras, focando-se apenas no que realmente importa: a sua saúde!
Decifrando as Coberturas do Seu Seguro Após um Acidente

O Que o Seu Seguro de Automóvel Cobre Exatamente?
Pois é, muita gente só se lembra do seguro quando a tragédia bate à porta, e aí a confusão começa. O nosso seguro automóvel é muito mais do que apenas um papel que temos que ter; ele é o nosso melhor amigo em momentos de aflição, especialmente quando falamos de acidentes.
A maioria das apólices básicas de responsabilidade civil, que são obrigatórias em Portugal, já cobre os danos corporais causados a terceiros, incluindo passageiros do seu carro e de outros veículos envolvidos, e até mesmo peões.
Isso significa que as despesas médicas, hospitalares e de reabilitação dessas pessoas estão, em princípio, salvaguardadas. Contudo, o grande “mas” aqui é que a cobertura para os próprios ocupantes do veículo responsável pelo acidente, ou seja, para si e para quem viaja consigo, pode depender de coberturas adicionais, como a de Acidentes Pessoais ou a de Ocupantes.
É crucial saber se a sua apólice tem estas cláusulas extra. Já tive um leitor que pensou que estava totalmente coberto e, na hora da verdade, descobriu que o internamento dele não estava totalmente assegurado porque a sua apólice era o mínimo dos mínimos.
Uma dor de cabeça enorme que se podia ter evitado com uma simples leitura atenta.
A Diferença Crucial Entre Danos Materiais e Corporais
Quando pensamos em acidentes, a primeira imagem que nos vem à cabeça são os carros amassados, não é? Esses são os famosos danos materiais. Mas há algo bem mais complexo e delicado: os danos corporais, que são as lesões físicas e psicológicas sofridas pelas pessoas.
O seguro de responsabilidade civil obrigatório garante o pagamento de indemnizações por danos corporais a terceiros até um determinado limite legal, que em Portugal é bastante robusto para a União Europeia.
Contudo, este valor pode parecer muito alto na teoria, mas na prática, se tivermos um acidente com lesões graves que exijam um longo período de internamento, cirurgias complexas e anos de fisioterapia, os custos podem acumular-se de forma assustadora.
Eu própria, ao acompanhar o caso de uma amiga que sofreu uma fratura exposta, vi como cada consulta, cada sessão de fisioterapia e até os medicamentos mais básicos se transformavam numa montanha de contas.
Por isso, entender a fundo o que a sua apólice diz sobre “danos corporais” é o primeiro passo para não ter surpresas desagradáveis e garantir que a sua recuperação não seja um peso financeiro insuportável.
Os Primeiros Passos Essenciais Após um Acidente Rodoviário
O Que Fazer Imediatamente no Local do Acidente
Gente, eu sei que é assustador, mas manter a calma é a primeira coisa a fazer após um acidente. É fundamental garantir a segurança de todos os envolvidos, sinalizando o local e, se possível, mover os veículos para um local seguro para evitar novos acidentes.
Depois de verificar que não há perigo iminente e prestar os primeiros socorros se necessário, o próximo passo é contactar as autoridades. Em Portugal, a GNR ou a PSP devem ser chamadas, especialmente se houver feridos ou se os condutores não chegarem a um acordo sobre as circunstâncias do acidente.
Eles vão elaborar o Auto de Ocorrência, que é um documento vital para o seu processo de seguro. E uma dica de ouro que sempre dou: fotografe tudo! O local, a posição dos veículos, os danos, as matrículas, os sinais de trânsito, as condições da estrada.
Quanto mais detalhes tiver, mais fácil será para a sua seguradora entender o que aconteceu e para si provar o seu lado da história. Eu mesma já usei fotos tiradas do meu telemóvel para resolver uma situação complicada em que o outro condutor queria fugir à responsabilidade.
Comunicar o Sinistro à Seguradora: Sem Demoras!
Mal tenha o mínimo de estabilidade e já tenha tratado das urgências médicas, a próxima prioridade é comunicar o acidente à sua seguradora. Em Portugal, geralmente, tem um prazo de oito dias úteis para fazer essa comunicação, mas o ideal é que seja feito o mais rápido possível, mal possa.
Ligar para a linha de apoio da sua seguradora, preencher o formulário de participação de sinistro ou até mesmo usar as apps que muitas seguradoras já disponibilizam, são as formas mais comuns.
Não adie, porque quanto mais cedo a seguradora tiver conhecimento, mais rápido o processo pode começar, seja para a peritagem do carro ou para o encaminhamento das suas despesas médicas.
Lembro-me de um vizinho que, por procrastinação, atrasou a comunicação e isso gerou uma série de complicações na aprovação dos seus tratamentos. Não seja essa pessoa!
Tenha em mãos todos os dados do acidente, os dados dos outros envolvidos (se houver), e os contactos das autoridades que estiveram no local. Isso vai agilizar tudo e evitar dores de cabeça desnecessárias.
Os Custos Ocultos e a Importância da Reabilitação Pós-Acidente
Além do Hospital: As Despesas com Tratamentos de Recuperação
Quando sofremos um acidente, o primeiro pensamento é “ir para o hospital”. E sim, os custos de internamento, cirurgias de emergência e primeiros cuidados são geralmente cobertos pelo seguro.
Mas o que muita gente esquece é que a recuperação não acaba na alta hospitalar. Pelo contrário, muitas vezes é aí que a verdadeira jornada começa! Estamos a falar de sessões de fisioterapia intensivas, consultas com especialistas como ortopedistas e neurologistas, medicação contínua, terapias ocupacionais e, em alguns casos mais graves, até acompanhamento psicológico para lidar com o trauma.
Estas despesas, que podem parecer pequenas individualmente, acumulam-se rapidamente e transformam-se numa fatura considerável. Eu já presenciei de perto a dificuldade de pessoas que, após um acidente, tinham o seguro a cobrir o básico, mas se viam a braços com os custos de dezenas de sessões de reabilitação.
É crucial que a sua apólice cubra estas despesas de recuperação a longo prazo, e que esteja ciente dos limites e procedimentos para que estas sejam aprovadas pela seguradora.
Clínicas de Reabilitação Especializadas: Um Investimento na Sua Saúde
Para lesões mais complexas ou recuperação prolongada, as clínicas de reabilitação especializadas são um verdadeiro salva-vidas. Não estamos a falar apenas de um ginásio com uns aparelhos, mas sim de locais com equipas multidisciplinares que incluem fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e nutricionistas, tudo focado na sua recuperação total.
Estas clínicas oferecem programas personalizados, o que é fundamental para uma recuperação eficaz e para que consiga voltar à sua vida normal o mais rápido possível.
No entanto, os custos associados a estas clínicas podem ser bastante elevados, e é aqui que o seguro automóvel tem um papel vital. Muitas vezes, a seguradora pode aprovar o internamento ou os tratamentos nestas clínicas, mas é preciso que haja um relatório médico detalhado que justifique a necessidade dessa intervenção especializada.
Se eu puder dar um conselho, é que não hesite em procurar estas clínicas se sentir que a sua recuperação precisa de um empurrão extra. A qualidade de vida que irá recuperar vale cada esforço para garantir essa cobertura.
Navegando na Burocracia do Seguro: Dicas Essenciais
Documentação e Prazos: O Que Nunca Deve Ignorar
A burocracia é, muitas vezes, o maior inimigo de quem já está a lidar com a dor e o stress de um acidente. Mas, meus amigos, não há como fugir dela! É crucial ser meticuloso com a documentação e os prazos.
Depois de comunicar o sinistro, a seguradora vai pedir uma série de documentos: o Auto de Ocorrência da polícia, a Declaração Amigável de Acidente Automóvel (se aplicável), relatórios médicos iniciais, e faturas de despesas.
A minha dica de ouro é: crie uma pasta só para o acidente. Guarde nela cópias de tudo, desde a sua apólice, aos emails trocados com a seguradora, e cada recibo de táxi para ir às consultas.
Sim, até esses podem ser reembolsados! E os prazos? São sagrados!
Não falhe o prazo para a comunicação do sinistro, nem para o envio da documentação solicitada. A seguradora pode, legitimamente, recusar-se a cobrir algumas despesas se não cumprir com estes requisitos.
Eu vi um caso em que, por esquecimento, alguém não enviou um relatório médico crucial dentro do prazo, e teve de lutar muito para que a seguradora reconsiderasse.
Como Comunicar Eficazmente com a Sua Seguradora
Comunicar com a seguradora pode ser frustrante, eu sei. Parece que estamos a falar para paredes às vezes, mas uma boa comunicação faz toda a diferença.
Seja sempre claro, objetivo e registe tudo. Prefira a comunicação por email, sempre que possível, para ter um registo escrito de todas as conversas, pedidos e respostas.
Se ligar, anote a data, hora, o nome do operador e um breve resumo da conversa. Quando pedir a aprovação de um tratamento, inclua sempre os relatórios médicos que o justificam.
Não assuma que eles sabem o que você precisa. Seja proativo! Lembre-se que eles estão a lidar com muitos casos, e você é quem melhor defende os seus próprios interesses.
Uma vez, tive de ligar para a minha seguradora várias vezes sobre um pequeno incidente, e só quando comecei a enviar e-mails detalhados, com datas e referências de chamadas anteriores, é que a situação se resolveu rapidamente.
A Recuperação Total: Além dos Custos, o Cuidado Contínuo

A Relevância do Acompanhamento Médico Contínuo
Após um acidente, o caminho para a recuperação total é muitas vezes uma maratégica, não um sprint. E o acompanhamento médico contínuo é o seu melhor aliado nessa jornada.
Não se trata apenas de ir às sessões de fisioterapia que a seguradora aprovou. Significa manter as consultas de rotina com o seu médico de família ou com os especialistas (ortopedista, neurologista, etc.) que o estão a seguir.
Estes profissionais são quem melhor pode avaliar o seu progresso, identificar potenciais complicações e ajustar o plano de tratamento conforme necessário.
Muitas vezes, as pessoas tendem a parar os tratamentos assim que se sentem um pouco melhor, mas é um erro que pode custar caro a longo prazo, levando a recaídas ou dores crónicas.
Por experiência própria, quando tive uma entorse mais grave, o meu fisioterapeuta insistiu em mais algumas sessões, mesmo quando eu já me sentia “quase bem”, e fez toda a diferença na minha recuperação completa.
Não subestime a importância de completar todo o ciclo de tratamento recomendado pelos profissionais de saúde.
O Impacto Emocional e a Saúde Mental Pós-Acidente
Gente, é super importante falar sobre isto: um acidente não afeta apenas o corpo, mas também a mente. O trauma de um acidente de viação pode ser profundo, manifestando-se como ansiedade, medo de conduzir, insónias, ou até mesmo depressão.
E, infelizmente, esta vertente é muitas vezes esquecida ou desvalorizada. Mas a sua saúde mental é tão importante quanto a sua saúde física para uma recuperação completa.
Muitas apólices de seguro também cobrem sessões de apoio psicológico ou psiquiátrico, especialmente se forem recomendadas por um médico. Não tenha vergonha ou medo de procurar ajuda profissional se sentir que está a lutar com o impacto emocional do acidente.
Eu conheço pessoas que só conseguiram superar o medo de voltar a conduzir depois de algumas sessões de terapia. É um passo corajoso e essencial para retomar a sua vida com confiança e tranquilidade.
Lembre-se, o seguro está lá para o ajudar a recuperar a sua saúde, no seu todo.
Quando o Seguro Oculta Coberturas ou Recusa o Pagamento
Entender os Motivos de uma Possível Recusa do Seguro
Não é algo que queiramos ouvir, mas por vezes o seguro recusa-se a pagar certas despesas. E nessas horas, a frustração é enorme, não é? A primeira coisa a fazer é tentar perceber o porquê.
As recusas podem acontecer por vários motivos: talvez o tratamento em questão não esteja explicitamente coberto na sua apólice, talvez tenha excedido os limites de cobertura (sim, há limites para tudo!), ou a documentação enviada pode não ter sido suficiente ou clara o bastante para justificar a despesa.
Em alguns casos, a seguradora pode alegar que as lesões não são diretamente resultantes do acidente, o que pode ser um ponto de discórdia. Lembro-me de uma vez, um amigo meu teve uma recusa para um tratamento dentário, porque a seguradora alegou que a lesão não estava descrita no relatório médico inicial.
Foi um quebra-cabeças que só se resolveu com um novo relatório mais detalhado. Por isso, a chave é a informação: peça sempre à seguradora que explique claramente o motivo da recusa por escrito.
Como Contestar uma Decisão Desfavorável e Proteger os Seus Direitos
Se o seguro recusar um pagamento e você sentir que tem razão, não desista! Tem o direito de contestar essa decisão. O primeiro passo é reunir toda a documentação que comprove a sua reivindicação: relatórios médicos adicionais, pareceres de outros especialistas, orçamentos, e qualquer correspondência com a seguradora.
Depois, deve apresentar uma reclamação formal por escrito à seguradora, explicando o seu ponto de vista e anexando toda a prova que recolheu. Se a seguradora mantiver a recusa, pode recorrer a entidades de supervisão e resolução de litígios, como a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) em Portugal, ou até mesmo procurar aconselhamento jurídico.
Um advogado especializado em seguros pode analisar o seu caso e ajudá-lo a negociar com a seguradora ou, se necessário, iniciar um processo judicial. É um caminho mais longo, é verdade, mas os seus direitos são importantes e não devem ser ignorados.
A Prevenção é o Melhor Remédio: Revisão da Apólice e Condução Consciente
Revendo a Sua Apólice: Mais Vale Prevenir do Que Remediar
Sabem aquela frase “mais vale prevenir do que remediar”? Aplica-se na perfeição ao seguro automóvel. Quantos de nós realmente lemos a apólice do seguro de ponta a ponta?
Quase ninguém, eu sei! Mas é um erro crasso. Dedique um tempo, pelo menos uma vez por ano, a rever as coberturas da sua apólice.
Verifique se as coberturas de Acidentes Pessoais e Ocupantes são suficientes para as suas necessidades e para as da sua família. Perceba os limites de indemnização para danos corporais e as exclusões.
Se tiver dúvidas, não hesite em contactar o seu mediador de seguros ou a própria seguradora para clarificar tudo. Eles estão lá para isso! Adaptar a sua apólice à sua realidade atual pode fazer toda a diferença no futuro.
Se a sua família cresceu, se usa mais o carro para viagens longas, ou se o seu perfil de risco mudou, talvez precise de coberturas adicionais. Uma vez, ajudei uma amiga a rever a apólice dela e descobrimos que ela estava a pagar por coberturas que já não precisava, e outras que eram essenciais e não tinha!
A Importância da Condução Defensiva e Conhecer os Seus Direitos
Por fim, mas não menos importante, a prevenção de acidentes começa connosco. Praticar uma condução defensiva, ou seja, estar sempre atento, antecipar as ações dos outros condutores e respeitar os limites de velocidade e as regras de trânsito, é a melhor forma de evitar acidentes.
E para além disso, saber os seus direitos enquanto lesado é uma ferramenta poderosíssima. Conhecer a legislação, os procedimentos pós-acidente e os seus direitos perante a seguradora, dá-lhe uma vantagem enorme.
Não espere que o acidente aconteça para se informar! Procure recursos online, converse com especialistas, e tenha sempre à mão os contactos importantes.
Lembre-se que um condutor informado é um condutor mais seguro e mais protegido. A sua saúde e o seu bem-estar são os bens mais preciosos que tem, e merecem toda a sua atenção e cuidado.
| Aspecto | Cobertura Típica do Seguro Automóvel (Portugal) | O Que Observar na Sua Apólice |
|---|---|---|
| Danos Corporais a Terceiros | Cobertura obrigatória por lei para lesões de terceiros envolvidos no acidente. | Verifique o limite máximo de indemnização. Geralmente é bastante elevado. |
| Danos Corporais ao Próprio Condutor/Ocupantes | Não é obrigatório. Geralmente requer cobertura adicional (Acidentes Pessoais/Ocupantes). | Confirme se tem esta cobertura extra e quais são os capitais seguros (para morte, invalidez, despesas de tratamento). |
| Despesas Médicas e Hospitalares Urgentes | Geralmente cobertas se resultantes do acidente e justificadas medicamente. | Prazos para comunicação e apresentação de faturas. Rede convencionada de prestadores. |
| Tratamentos de Reabilitação (Fisioterapia, Terapias) | Pode estar incluída na cobertura de despesas de tratamento, mediante justificação médica. | Limites de sessões ou valores máximos. Necessidade de relatórios médicos detalhados para aprovação. |
| Apoio Psicológico | Menos comum em apólices base. Pode estar incluído em coberturas mais completas ou mediante justificação de trauma. | Verifique especificamente esta cobertura e as condições para a sua ativação. |
| Perda de Rendimentos (Incapacidade Temporária) | Pode estar incluído em coberturas de Acidentes Pessoais/Ocupantes, mediante avaliação médica. | Período de carência e método de cálculo da indemnização diária. |
Encerrando a Nossa Conversa
Ufa! Chegámos ao fim desta jornada, e espero de coração que todas as informações partilhadas hoje o ajudem a sentir-se mais seguro e preparado, caso o inesperado aconteça. Ninguém quer passar por um acidente, mas estar informado é o nosso maior escudo. Lembro-me de quando comecei a mergulhar neste universo dos seguros e percebi o quão complexo ele pode ser. Por isso, quis desmistificar tudo para vocês, de forma clara e, acima de tudo, humana. A sua recuperação, tanto física quanto emocional, é o que realmente importa, e ter a tranquilidade de saber que os custos essenciais serão cobertos é um alívio imenso. Não deixem para amanhã o que podem averiguar hoje na vossa apólice de seguro! Cuidem-se na estrada e, por favor, valorizem cada detalhe da vossa proteção. A prevenção e o conhecimento são os vossos melhores aliados.
Informações Úteis a Reter
1. Verifique Sempre a Sua Apólice: Antes que algo aconteça, reserve um tempo para ler e entender todas as coberturas do seu seguro automóvel, especialmente as de acidentes pessoais e ocupantes.
2. Mantenha a Calma e Sinalize o Local: Em caso de acidente, a sua segurança e a dos outros é prioridade. Sinalize a área e chame as autoridades, se necessário.
3. Documente Tudo com Fotos: O seu telemóvel é uma ferramenta poderosa. Tire fotos detalhadas do local do acidente, dos veículos e dos danos. Isso pode ser crucial.
4. Comunique o Sinistro Rapidamente: Não adie! Informe a sua seguradora o mais rápido possível, dentro do prazo legal de 8 dias úteis, para evitar complicações no processo.
5. Guarde Toda a Documentação: Crie uma pasta exclusiva para o acidente e guarde todos os relatórios médicos, faturas de tratamentos e correspondências com a seguradora. Cada papel conta!
Pontos Essenciais a Recordar
Para que a sua recuperação não seja um fardo, é fundamental que esteja sempre um passo à frente. Primeiramente, compreender a sua apólice de seguro é mais do que uma sugestão; é uma necessidade. Saber o que está coberto, principalmente no que diz respeito a danos corporais e despesas de tratamento, poupar-lhe-á muitas dores de cabeça futuras. Lembre-se que o seguro obrigatório foca-se nos terceiros, por isso, a cobertura de acidentes pessoais e ocupantes é a sua grande aliada para si e para os seus. Em segundo lugar, a celeridade na comunicação do sinistro e a organização da documentação são cruciais para que todo o processo flua sem entraves. Mantenha um registo meticuloso de tudo, desde relatórios médicos a faturas de fisioterapia, e não hesite em procurar ajuda profissional para a sua reabilitação, seja ela física ou emocional. Por último, mas não menos importante, a prevenção através da condução defensiva é o melhor seguro que pode ter. E, se o pior acontecer, saber os seus direitos e como comunicá-los à seguradora é a chave para garantir uma recuperação completa e sem preocupações financeiras excessivas. A sua saúde merece toda a atenção e proteção.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Tive um acidente! O meu seguro automóvel realmente cobre todas as despesas de internamento e tratamentos de reabilitação, como fisioterapia, depois de um acidente?
R: Essa é a pergunta de um milhão de euros, não é mesmo? E a resposta é: na grande maioria dos casos, sim! Fiquem tranquilos, gente.
O seguro automóvel, principalmente a cobertura de responsabilidade civil obrigatória, cobre os danos corporais causados a terceiros, e isso inclui as despesas médicas, hospitalares e de reabilitação necessárias para a sua recuperação.
Ou seja, se você não foi o culpado pelo acidente, o seguro do responsável pelo sinistro é quem assume esses custos. Se, por azar, você for o responsável, ou se o outro condutor não tiver seguro, a situação pode ser um pouco diferente, mas é para isso que existem as coberturas adicionais, como o seguro de acidentes pessoais do condutor.
Eu mesma já vi situações em que, mesmo num acidente aparentemente leve, a pessoa precisou de sessões de fisioterapia durante meses, e o seguro cobriu tudo, desde as consultas iniciais até os equipamentos de apoio temporários.
O importante é que a necessidade dos tratamentos esteja diretamente ligada ao acidente e seja devidamente comprovada por relatórios médicos. Por isso, nunca deixem de ir ao médico e de guardar toda a documentação!
A sua saúde é prioridade e o seguro está lá para ajudar a aliviar essa carga.
P: Como faço para ativar o seguro e garantir que as minhas despesas de internamento ou tratamentos numa clínica de reabilitação sejam pagas sem burocracias? Qual é o processo?
R: Ai, a burocracia… Ninguém gosta, mas é uma parte necessária para garantir os seus direitos. A chave aqui é agir rápido e de forma organizada. Assim que o acidente acontecer e você estiver em segurança, o primeiro passo é participar o sinistro à sua seguradora o mais rápido possível – geralmente, há um prazo limite de 8 dias úteis, mas quanto antes, melhor!
Informe todos os detalhes: data, hora, local, veículos envolvidos, e se houve feridos. Se você precisou de internamento ou vai iniciar tratamentos de reabilitação, como fisioterapia, terapia ocupacional ou consultas de especialistas, mantenha todos os comprovativos.
Guarde as faturas, os relatórios médicos, as prescrições, os exames, tudo! Muitos seguros têm acordos com redes de clínicas e hospitais, então eles podem encaminhá-lo diretamente, o que facilita muito, pois o pagamento é feito diretamente entre a seguradora e a clínica.
Caso contrário, você pode ter de pagar e pedir o reembolso depois. Lembro-me de uma vez, um conhecido meu quebrou a perna e teve que fazer várias sessões de fisioterapia.
Ele enviou os relatórios médicos e as faturas das sessões para a seguradora, e foi tudo reembolsado sem grandes problemas. O segredo é ter tudo documentado e seguir as orientações da sua seguradora, perguntando sempre se há alguma rede de prestadores de serviços médicos com os quais eles trabalham.
P: E se eu precisar de tratamentos mais prolongados ou numa clínica especializada que seja mais cara? O seguro tem um limite para o valor que cobre em despesas médicas pós-acidente?
R: Essa é uma preocupação muito válida, porque a recuperação pode, de facto, demorar e envolver custos avultados. Regra geral, a cobertura de responsabilidade civil para danos corporais tem limites máximos estabelecidos por lei.
Em Portugal, por exemplo, existe um limite mínimo obrigatório para a indemnização de danos corporais por sinistro. No entanto, é importante entender que estes limites são bastante elevados e, para a grande maioria dos casos de internamento e reabilitação necessários, eles são mais do que suficientes.
O que é crucial é que os tratamentos sejam considerados “clínica e medicamente necessários” para a sua recuperação das lesões decorrentes do acidente.
A seguradora pode pedir uma avaliação por parte de um médico da companhia para confirmar a necessidade e a adequação dos tratamentos. Se o tratamento for em uma clínica especializada e mais cara, mas for comprovadamente essencial para a sua recuperação, o seguro tende a cobrir.
O que eu sempre aconselho é: converse abertamente com o seu médico sobre o plano de recuperação e, em paralelo, mantenha um diálogo constante com a sua seguradora.
Peça para eles confirmarem a cobertura antes de iniciar tratamentos mais dispendiosos, se possível. Houve uma situação em que uma amiga minha precisou de um tratamento inovador no estrangeiro, e após muita negociação e apresentação de pareceres médicos, o seguro acabou por cobrir uma parte significativa.
Não se intimidem, lutem pelos vossos direitos e pela vossa saúde!






